O que significa DeFi?

DeFi = Decentralized Finance

Total em garantias em instrumentos de DeFi (fonte: DeFi Pulse)

Ethereum é a base do DeFi

DeFi significa Decentralized Finance (Finanças Descentralizadas) mas conceito de DeFi é bastante amplo e interessante. De certa forma tudo que já conhecemos sobre Cripto, Blockchains públicos e até DEXs pode ser colocado debaixo do guarda-chuva de DeFi. No entanto, o principal protocolo dos entusiastas de DeFi é mesmo o Ethereum. A utilização de smart contracts (contratos inteligentes) para desintermediar transações financeiras é o ponto central do DeFi e nenhum outro blockchain baseado em smart contracts é mais robusto e descentralizado do que o Ethereum.

Embora seja cedo para apontarmos qual será o killer app do DeFi, um projeto em especial vem chamando a atenção da comunidade cripto, o DAI, da Maker. Governado pelo token MakerDAO (MKR), o DAI é uma stablecoin com paridade com o dólar que serve como instrumento de financiamento trustless (sem confiança).

DAI e MakerDAO: Killer apps de DeFi?

Ainda vamos fazer um vídeo e um post só sobre isso mas pra resumir funciona assim: Quem quer um financiamento coloca ETH como garantia e pode pegar DAI (até 50% do valor em garantia), vender esses DAI em uma exchange e usar os dólares. Tudo é controlado por smart contracts e os empréstimos acontecem sem um banco ou contraparte central. Os detentores do MakerDAO votam em questões como definição da taxa de juros do DAI e recebem incentivos econômicos como uma parte desses juros.

Isso funciona de forma totalmente descentralizada mas se assemelha muito ao mercado de home equity loans, como por exemplo praticado pela fintech brasileira Creditas, onde você pode colocar sua casa ou carro como garantia do empréstimo.

Pegar 50% do valor da garantia ainda não parece ser algo tão disruptivo assim mas vamos pensar que isso está bem no começo e ainda tem muito para evoluir. Mesmo assim já temos US$ 42 milhões em DAI emitidos hoje em dia. Além disso o DAI já está ampliando para aceitar outros tokens além do ETH como garantia, como é o caso do BAT. Você já sabe onde isso está indo, né? Não é difícil imaginar que eventualmente até SECURITY TOKENS lastreados em ativos reais (por exemplo, imóveis) possam um dia ser aceitos como garantia para o DAI ou algum concorrente.

Com uma diversidade maior da garantia, a volatilidade do lastro tende a diminuir e quem sabe esse 50% possa virar mais de 100% em futuro próximo. Alô bancos… fiquem ligados!!!

DEX – Exchanges Descentralizadas

As DEXs representam uma parte importante no movimento DeFi. Uma das maiores críticas ao mercado de criptomoedas é que apesar de todo potencial de descentralização e desintermediação trazido pelo Blockchain, a liquidez do mercado ainda se encontra muito concentrada na maiores exchanges.

Ainda segundo esses críticos, isso representa um risco para os investidores pois a chance de scams, ataques hackers e censura por algum governo além de encarecer as transações por taxas pagas a esses intermediários.

Uma das maiores tendências para observarmos em 2020 será o sucesso, ou não, dessas DEXs ou protocolos de trade e liquidez on-chain, como IDEX, UniSwap, 0x, Kyber e até a própria Binance já tem sua versão DEX rodando em paralelo.

Staking

Com o crescimento dos protocolos que utilizam PoS (Proof-of-Stake) uma nova tendência é investir os tokens nativos desses blockchains em serviços de STAKING. Eles são pools que conectam com nós validadores para ganhar a remuneração do PoS.

Principalmente quando o Ethereum se somar a estes tokens PoS teremos uma explosão dessa atividade. Pode ser que não vejamos isso para o Ethereum em 2020 mas é certo que essa tendência já começou a pegar para outros tokens.

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